Nasa pretende enviar ‘abelhas robóticas’ para Marte

A ideia é que os insetos eletrônicos sejam capazes de vasculhar todo o Planeta Vermelho

Baseado no livro homônimo do escritor americano Andy Weir, o filme Perdido em Marte, lançado em 2015, mostra a saga do astronauta Mark Watney, vivido pelo ator Matt Damon (trilogia Bourne e O Talentoso Ripley), que foi deixado para trás no Planeta Vermelho, por acidente, após problemas em uma missão espacial. A partir disso, ele precisa buscar meios para conseguir sobreviver ali. Por enquanto, a história que se passa no longa blockbuster do premiado diretor Ridley Scott (Alien – O 8º Passageiro e Gladiador), é puramente fictícia, uma vez que, comprovadamente, ainda é inviável uma missão tripulada até Marte, principalmente devido à sua distância da Terra (55 milhões de km) e à sua condição climática hostil – a temperatura média é de -63ºC, por exemplo.

Por outro lado, sondas espaciais e robôs já foram enviados ao Planeta Vermelho pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). Entre os mais recentes, estão os veículos exploradores robóticos Opportunity (2004) e Curiosity (2012).

Agora, visando substituir esses equipamentos considerados caros, pesados e lentos, a Nasa pretende desenvolver e lançar até Marte um “enxame” de abelhas robóticas, conforme informação divulgada pelo portal de notícias científicas LiveScience. O projeto ainda está em fase inicial, de acordo com fontes ouvidas pelo site, porém, os insetos-robôs já foram até batizados: marsbees (abelhas marcianas, em tradução livre do inglês).

Mais eficiência

Ainda conforme o LiveScience, no ambicioso projeto da Nasa, ao contrário das abelhas comuns, os insetos robóticos teriam asas do tamanho das presentes nas cigarras, entre três e seis cm. Eles seriam repletos de sensores, permitindo, assim, uma varredura mais rápida e completa do terreno do Planeta Vermelho, além de terem capacidade de coletar amostras do ar em busca de gás metano – que seria indício de existência de vida.

O projeto das abelhas robóticas da Agência Espacial Norte-Americana está nas mãos de uma equipe da Universidade do Alabama (EUA) e de cientistas japoneses, segundo o portal de notícias científicas. A ideia é que as marsbees funcionem por meio de baterias que podem ser recarregadas periodicamente em uma base enviada na mesma missão.

Fonte.: Revista Encontro

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por freireteacher