NASA vai mandar um helicóptero para Marte

Apesar de rodar por Marte desde 2012, o Curiosity não vai quebrar nenhum recorde de distância percorrida. Em 6 anos seu odômetro totalizou apenas 18,13 km. Sua velocidade média é de 30 metros por hora, pois cada movimento precisa ser ensaiado, testado, verificado e aprovado. Embora ele teoricamente seja capaz de navegar de forma autônoma, isso raramente é usado, dado o risco de perderem o bicho em algum barranco.

Até hoje todas as sondas que mandamos pra outros planetas se resumem a carrinhos lentos, sondas imóveis ou satélites. Muita gente acha que é preciso ousar mais e, por incrível que pareça, a NASA dessa vez concordou.

A prova disso foi que decidiram aprovar no último momento a inclusão do Helicóptero Marciano na missão Marte 2020, que mandará um robô irmão do Curiosity para o Planeta Comunista.

A parte difícil é que não é fácil. Marte tem pressão atmosférica equivalente a 1% da terrestre. Um helicóptero na superfície marciana equivale a um voando a 100 mil pés (40 km) na Terra, e o recorde mundial de altitude para helicópteros é de 12 km.

Por sorte os cientistas têm dois ases na manga: a Lei dos Quadrados e dos Cubos e a baixa gravidade marciana. Isso significa que um helicóptero pequeno é proporcionalmente muito mais potente do que um de verdade, e isso mais o fato da aeronave de 1,8 kg em Marte pesar só 600 g tornam viável seu vôo.

O modelo que será enviado terá como corpo um cubo de 14 cm de lado e hélices contra-rotativas. Será capaz de fazer três vôos por dia, sendo reabastecido por painéis solares. Como o campo magnético de Marte varia entre inexistente e aleatório, não será possível usar uma bússola, então ele navegará usando sistemas de navegação inercial e rastreamento solar.

A distância máxima que ele chegará do robô será de 600 metros e a altitude, 400 metros. A expectativa é que faça 5 vôos para validar a tecnologia que então será usada em futuras missões. Ele levará uma câmera colorida de alta resolução e uma câmera de navegação e, ao contrário dos carrinhos-robôs, todo o controle de pilotagem será autônomo: ele não pode ficar parado no ar esperando um operador a 20 minutos-luz de distância dar um comando.

Agora o melhor: o helicóptero foi testado e validado aqui na Terra mesmo.

A NASA usou uma câmara de vácuo, reduziu a atmosfera a 1% da terrestre, trocou o ar por dióxido de carbono e ainda criaram um equipamento (ok, um elástico) que removia 2/3 do peso do helicóptero, simulando a baixa gravidade de Marte. Resultado? O bicho voou!

Fonte.: Meio Bit

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por freireteacher